Algumas das coisas que mais fazem falta nos dias de hoje é o equilíbrio, a sensatez, a prudência, podem ter certeza. Prova disso é que quando a gente se depara com pessoas equilibradas e prudentes, elas nos chamam a atenção de imediato. O problema é que perdemos o costume de conviver de verdade com as pessoas. Tudo ficou muito virtual. O cara a cara transformou-se no Facebook, Twitter e Orkut. E se não nos rendermos estamos fadados a tumba, qual múmias. Tenho que convir que tais ferramentas da rede são muito sedutoras e se não formos comedidos, podemos nos tornar escravos da internet. Este mundo globalizado e atolado na mídia ficou sem rumo. O que acontece aqui agora vira notícia lá no Uzbequistão no segundo seguinte, todo mundo tem celular com câmera, tudo é fotografado, tudo é registrado, tudo é gravado, mas o interessante é que parece que a memória está cada dia mais fraca para registrar as coisas importantes. Parece que só a superficialidade tem vez. Grande parte das pessoas que se envereda pela internet e sabe fuçar todas as artimanhas desse mundo cibernético tem preguiça de ler um livro de 50 páginas, acha desinteressante. E tenho para mim que as causas de muitas catástrofes são originárias da falta de conhecimento, falta de sensibilidade provocada pela ignorância. Sim, a velha ignorância tem sido a mãe de muitos revezes do mundo. É um círculo nocivo: A falta de conhecimento leva ao desequilíbrio mental porque inverte os valores. O que não valeria a pena torna-se ‘grandioso’ e a vida humana passa a ser uma mercadoria, um mero detalhe. Algumas pessoas não assimilam as notícias trazidas em tempo real pela internet, vêem aquilo como se fosse um filme, uma ficção. Outras, pensam que a vida é um jogo onde perde-se horas e horas na tela de um computador para ...nada! perda de tempo! A partir daí sujeita-se ao fanatismo, provocando catástrofes com pessoas inocentes como o triste acontecimento na escola do Rio de Janeiro. A carta deixada pelo assassino revela um doente mental convivendo normalmente com as pessoas, andando pelas ruas, sem que se soubesse da grande ameaça que era. Quantos existem por aí? Milhares. Eu gosto muito de internet mas a minha maior diversão é conversar com as pessoas, aprender com elas, trocar experiências reais de vida e ter amigos verdadeiros, que é o que realmente vale a pena.
1 comentários:
Olá Olinto,
Suas palavras são simples, verdadeiras e bem examinadas.
O mundo carece de homens equilibrados.
Sua forma de ver a internet é algo importante para nos alertar.
Um abraço fraternal.
Grato pela referência a postagem a respeito da ambição.
Sanderson
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