sexta-feira, 23 de junho de 2017

3 músicas, 3 histórias!

Dizem que...


A letra abaixo foi escrita em 1973, por Edson Trindade e a música ficou famosa na voz de Tim Maia. Em qualquer roda que tenha um violão, é imprescindível a sua lembrança. Poucos sabem a sua história; a letra não é para uma namorada ou coisa assim. Edson a compôs depois que perdeu a filha em um acidente.


"Não sei por que você se foi.
Quantas saudades eu senti 
E de tristezas vou viver 
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou a minha vida
Viveu morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro 
E da solidão que em minha porta bate 

E eu gostava tanto de você... 
Gostava tanto de você... 

Eu corro e fujo desta sombra
Em sonhos vejo esse passado 
E na parede do meu quarto 
Ainda esta o seu retrato 

Não quero ver para não lembrar 
Pensei até em me mudar 
Lugar qualquer que não exista 
O pensamento em você 

E eu gostava tanto de você... 
Gostava tanto de você..."

"O MUNDO É UM MOINHO"
Essa outra famosa música, "O Mundo é um Moinho", Cartola não compôs para um amor perdido ou algo semelhante e sim, depois que soube que sua filha era prostituta. Vejam como a letra faz sentido depois que sabemos a história:
"Ainda é cedo, amor...
Mal começaste a conhecer a vida,
Já anuncias a hora de partida,
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar...

Presta atenção, querida,
embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és...

Ouça-me bem, amor.
Presta atenção, o mundo é um moinho...
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó...
Presta atenção, querida,
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés."
A HISTÓRIA DA MÚSICA 'FLOR DE LIZ'

Djavan teve uma mulher chamada Maria, os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida, mas sua mulher teve um problema na hora do parto e ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha... Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para salvar as duas, mas o destino foi duro e a mulher e a filha faleceram no parto. Agora é possível 'sentir' a letra da música. Conhecendo esta breve história passamos a ouvir a música sob novo contexto, entendendo como a dor pode ser transformada em poema e arte:
"Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.

Será talvez que a minha ilusão,
Foi dar meu coração,
Com toda força,
Pra essa moça me fazer feliz,
E o destino não quis,
Me ver como raiz, de uma flor de Liz.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.
E o meu jardim da vida ressecou e morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu..."

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