segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Flávia Wenceslau





Flávia Wenceslau, uma das melhores cantoras do Brasil, intérprete e compositora de qualidade, deu uma entrevista sobre vários assuntos, inclusive sobre seu novo trabalho, SAIA DE RETALHOS. Se depender de seu belo talento, é questão de pouco tempo para ser reconhecida nacionalmente. Confira aqui a entrevista dada ao blog "brasil diversificado":


Blog: Afinal, quem é Flavia Wenceslau, cantora, compositora e mulher nordestina?

Flávia: Sou um ser humano vivendo a vida e aprendendo a cada dia que falta muito ainda pra saber realmente de alguma coisa, ter convicções absolutas e imutáveis.
Sou aprendiz!


Blog: Você escolheu a música ou a música lhe escolheu?
Flávia: A música me escolheu, e abri meu coração pra me doar da maneira mais digna e sincera que eu puder, através dela.


Blog: Como foi ter sido reconhecida com o Troféu Caymmi, recém-chegada à Bahia?

Flávia: Foi estimulante, eu não esperava, então isso me trouxe uma imagem positiva da Bahia, senti que as pessoas estão abertas a receber a musicalidade de quem quer que seja, me senti respeitada e acolhida.


Blog: Por que você não faz questão de ser midiática?

Flávia: Porque faço música dentro de um contexto ligado ao autoconhecimento, com o objetivo de acrescentar algo que faça bem às pessoas, onde eu possa melhorar também como ser humano, como cidadã de bem, que eleve o pensamento, o sentimento e a simplicidade de viver, e esse não é um interesse diário da mídia de massa. O público que me acompanha tem sido conquistado de maneira espontânea, pelo vento, pelo esforço, pela dedicação a cada show, por cada pedra do caminho superada e pela força que a música tem e sempre teve, independentemente de estar ou não na TV. Quando me convidam, vou de bom grado, mas só vou se for com esse objetivo de que falei; ir filosofar sem causa ou apenas estar na TV por uma necessidade pessoal de aparecer não combina com aquilo que realmente toca meu coração.


Blog: Quais metas você precisa alcançar na música?

Flávia: A minha meta principal é ter conteúdo, ser sincera e falar daquilo que realmente importa, honrar meu compromisso como artista e buscar praticar aquilo que falo, pra poder sentir a paz de saber que fiz o que pude pra mudar as coisas que precisam ser mudadas em mim mesma e no mundo em que vivemos.


Blog: Como você enxerga a receptividade ao seu trabalho hoje no Nordeste e no Brasil?

Flávia: Enxergo com realismo, sem fantasias de achar que vou arrastar multidões e ficar bilionária, mas com a certeza de que o público que me ouve está consciente do que está ouvindo e me acompanha por partilhar das mesmas ideias. E é isso que importa pra mim perante a vida, onde um dia teremos de prestar conta de cada passo.


Blog: Conte-nos um pouco sobre seus projetos atuais ou para o futuro como artista.

Flávia: Estou lançando um disco novo, Saia de retalho, começamos a circular pelo Brasil, e temos um projeto de DVD.


Blog: Agora gostaríamos de voltar no túnel da sua carreira, podemos fazer esta viagem?

Flávia: Comecei aos treze anos, cantando com um tecladista, fiz barzinho, cantei em bandas, bailes, depois gravei um disco, estou no terceiro, tive uma canção em uma novela em 2005, ganhei um troféu importante quando vim morar em Salvador. É isso, um caminho árduo de amor e construção .


Blog: Quais foram seus álbuns gravados no decorrer destes (quantos) anos de carreira?

Flávia: 15 anos de carreira, com três CDs: Agora, Quase primavera e Saia de retalho.


Blog: Como você está vendo o mercado musical de nosso país nesse momento?

Flávia: Está como sempre esteve; o descartável vende mais, com a diferença de que, depois da democratização de algumas coisas como, por exemplo, as canções na internet, quem lucrava de forma exploradora em cima do esforço alheio tem lucrado menos e o monopólio cada vez mais se extinguirá, porque aos poucos o ser humano entenderá que pode ser livre de qualquer coisa que não esteja correta e dentro da justiça, do que vale cada trabalho . Falo isso generalizando a vida e qualquer profissão digna como um todo.

Blog: Qual é o momento mais marcante que você viveu em sua carreira?

Flávia: São tantos, muitas lutas e vitórias, muitos momentos de emoção junto aos fãs e pessoas que gostam do meu trabalho da maneira mais honesta possível e me fazem tanto bem que nem sei como agradecer. Esses dias fui fazer um show em Brasília e fiquei muito rouca antes do show, não pude cantar e foi uma apresentação muito bonita, porque eles cantaram tudo pra mim, nunca tinha ficado rouca antes de show nem nunca tinha visto um povo tão amoroso comigo sem nunca terem me visto pessoalmente até então. Isso, pra mim, marca muito!

Blog: Quais diferenças que você vê em relação à qualidade das músicas dos anos 80 para os dias atuais?

Flávia: A música caminha de acordo com a sociedade e em algumas coisas a sociedade está bem mais perdida do que naquele tempo; a juventude está mais sem parâmetros e espelhos positivos de vida, de exemplos na política, mas continuam nascendo pessoas com a intenção de mudar pra melhor e continuam existindo os que querem mudar pra melhor também. Particularmente respeito todo estilo de música que fez história, mas não me apego à bossa nova, nem ao rock dos anos 80 ou 90, nem em nenhum que já tenha passado como espelho para o futuro ou como a essência das minhas influências, nada disso! Quero o novo! E o novo vem quando a gente segue em frente, respeitando o passado, mas a arte é infinita, a inspiração de ritmos e melodias também, embora sejam apenas 7 notas musicais né? Pois é! Esse devia ser um dos belos segredos da natureza das coisas criadas por alguém bem além de nós!

Blog: Deixe uma mensagem final para o público que lhe admira e para os que ainda não conhecem seu trabalho de perto.

Flávia: Minha mensagem é que cada um de vocês tem um valor importante, uma história de vida, marcas do caminho, sonhos e esperanças.Então sempre é tempo de recomeçar, de acreditar de novo, de acertar, de não desistir nem se sentir pior nem melhor do que ninguém !


Bate bola com Flávia:

Um Estado (brasileiro):
O em que eu nasci, Paraíba.

Uma frase:
Nem tudo que reluz é ouro!

Um artista:
Zé Ramalho

Um disco:
Unplugged (Gilberto Gil)

Uma música:
Caçador de mim

Paixões:Trabalhar

Família: uma instituição divina, capaz de reformular qualquer conduta negativa de um povo, de uma era, de um tempo.

Religião:
Se for correta, é um bem na vida de qualquer pessoa


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