terça-feira, 28 de outubro de 2008

Futebol $$ Alegria do Povo $$


Sou um admirador do futebol. Mas não sou um conhecedor de esquemas táticos mirabolantes nem sei falar o futebolês naquela linguagem elaborada, confusa e muitas vezes chata. Gosto da magia do futebol bem jogado, artístico, puro e genuíno. Torço para um time que não ganha um campeonato – de verdade – há muitos anos e não o troco por nenhum Real Madri. O Hino do meu time diz uma verdade com relação a isso “ Uma vez até morrer!”.
O futebol tem isso, uma emoção única, um algo mais que só o brasileiro explica, que é a simpatia pura, incondicional, personalíssima que algumas pessoas chamam de paixão. Não se vê torcedores de verdade trocando o Remo pelo Paysandu, Corínthians pelo São Paulo ou Atlético pelo Cruzeiro apenas por causa de uma campanha ruim de um ou de outro. Aprende-se a gostar de um time na derrota ou na vitória e essa máxima é uma importante lição de vida.
Foi através do futebol que eu aprendi que nem sempre se ganha.
Eu gostava de ver o futebol jogado na década de 80, quando o Brasil passava por aquele jejum de títulos e os jogadores jogavam de forma sincera, honesta e visceral. Lembro-me da Copa do Mundo de 82, onde eu, menino de 16 anos, chorei e pulei de alegria em cada gol do Brasil, vendo na fisionomia dos jogadores daquele time dos sonhos, a sinceridade, o amor pelo que estavam fazendo.
Até hoje eu mal acredito que aquele time fantástico pudesse perder! Não quero ser saudosista ou nostálgico mas hoje, a mediocridade impera. Há jogadores medianos sendo cobiçados por vários times e a poesia se traduz em montanhas de dólares, com cifras astronômicas e irreais que seduzem e fascinam violentamente jogadores e clubes. Os jogadores que se destacam hoje não se identificam com clube algum e são simpáticos apenas aos que pagam mais. Até mesmo aqueles “monstros sagrados” atuais como Kaká e Ronaldinho gaúcho tem prazo de validade definido. Ficam no clube apenas enquanto a imagem publicitária compensa, após, são oferecidos como mercadoria na feira.
O marketing exagerado está conseguindo acabar com o que o futebol tem de mais bonito, que é a espontaneidade. Conta-se que, tempos atrás, a Seleção Brasileira foi jogar contra a União Soviética e o treinador russo se gabava de ter conseguido um plano para anular Pelé. Propagou aos quatro ventos que tinha descoberto a fórmula mágica para parar o “homem”. Chamou a imprensa, mostrou seu esquema, explicou aos jogadores, elaborou um projeto e ficou fechado no hotel com os jogadores durante uma semana, estudando a sua teoria de 'como parar Pelé'. Começou o jogo e com um minuto de bola rolando, Pelé driblou a zaga toda e meteu um gol por entre as pernas do goleiro.
Futebol de verdade é assim; a lógica vai para as “cucuias”.

3 comentários:

Rômulo disse...

É rapaz, aquele time de 82 ficou marcado na memória de todos. Não existem craques daqyeles. hoje, o melhor não engraxa a chuteira de Falcão, Zico e os outros

Zé Dudu disse...

Ta ai Dr. um grande e imperdoável defeito que acabei de encontrar em vc! Torcer para o Flamengo, incorrigível!

OLINTO disse...

Ei, caro amigo, não faça isso comigo! Flamengista não!! O meu time pode ser considerado um dos grande rivais do Flamengo. Perdemos um campeonato brasileiro ( 80) garfado justamente do Flamengo e depois, no ano seguinte, fomos eliminados da Libertadores, de forma irregular, também pelo tal Flamengo.

O trecho do hino que citei no post É: (Clube Atlético Mineiro) Uma Vez Até Morrer!

Galôô! (rs)